12 de mar. de 2014

Às vezes precisamos das coragens e entrega das Lagartas

Por Daniele Leão Freitas

Entristecemo-nos ainda com as mesmas coisas de quando éramos crianças, e continuamos a reclamar das mesmas coisas que não mudaram desde então... Ás vezes esperamos que as coisas mudem, mas nós mesmos continuamos os mesmos e continuamos esperando as mesmas coisas de antes.
Chega um momento que não adianta mais olhar para fora e ver o que há de errado e se questionar por que as coisas e as pessoas não percebem que não está certo ou não vão chegar a lugar nenhum fazendo dessa ou daquela forma. Chega um momento que assim como as borboletas, é hora de pararmos e fazermos um retiro no nosso interior.

Parece simples e belo o voo da borboleta, mas quem para pra refletir sobre as abdicações e os sacrifícios que ela teve que fazer a si própria para conseguir se tornar tão leve e abnegada, voando despreocupadamente de flor em flor, saboreando suas cores e seus sabores, sabendo que em média viverá de duas semanas a um mês apenas. Mas e todo o tempo e toda a transformação que teve que passar quando estava no casulo, foi em vão?! Para tão pouco tempo de vida como borboleta, era melhor ter continuado como lagarta!
O objetivo de vida da borboleta é passar por essas etapas, e então acasalar, procriar e deixar seu legado, que terá de passar novamente por todas as dificuldades necessárias para ela também alcançar seus objetivos.
Nas nossas vidas, como as borboletas, precisamos nos desprender da vida de lagarta para alcançar e seguir nossos objetivos na vida. Precisamos nos entregar ao momento de libertação do que quer que nos tenha ferido e machucado no passado para poder desenvolver asas fortes para voar para alcançar nossos sonhos.

Há momentos que fraquejamos, nos julgamos mais fracos do que somos, buscamos nos defender atrás das justificativas e das circunstâncias que nos levaram até ali... Precisamos decidir se isso continuará definindo e justificando quem somos, ou se, queremos mesmo que as coisas mudem, precisamos nos transformar, e enfrentar as mesmas dificuldades da lagarta que decide que está na hora de enfrentar a escuridão do casulo para se transformar no que deseja ser, e transformar o mundo com suas formas e cores também.

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