Por Daniele Leão Freitas
Entristecemo-nos
ainda com as mesmas coisas de quando éramos crianças, e continuamos a reclamar
das mesmas coisas que não mudaram desde então... Ás vezes esperamos que as
coisas mudem, mas nós mesmos continuamos os mesmos e continuamos esperando as
mesmas coisas de antes.
Chega
um momento que não adianta mais olhar para fora e ver o que há de errado e se
questionar por que as coisas e as pessoas não percebem que não está certo ou
não vão chegar a lugar nenhum fazendo dessa ou daquela forma. Chega um momento
que assim como as borboletas, é hora de pararmos e fazermos um retiro no nosso
interior.
Parece
simples e belo o voo da borboleta, mas quem para pra refletir sobre as
abdicações e os sacrifícios que ela teve que fazer a si própria para conseguir
se tornar tão leve e abnegada, voando despreocupadamente de flor em flor,
saboreando suas cores e seus sabores, sabendo que em média viverá de duas
semanas a um mês apenas. Mas e todo o tempo e toda a transformação que teve que
passar quando estava no casulo, foi em vão?! Para tão pouco tempo de vida como
borboleta, era melhor ter continuado como lagarta!
O
objetivo de vida da borboleta é passar por essas etapas, e então acasalar,
procriar e deixar seu legado, que terá de passar novamente por todas as
dificuldades necessárias para ela também alcançar seus objetivos.
Nas
nossas vidas, como as borboletas, precisamos nos desprender da vida de lagarta
para alcançar e seguir nossos objetivos na vida. Precisamos nos entregar ao
momento de libertação do que quer que nos tenha ferido e machucado no passado
para poder desenvolver asas fortes para voar para alcançar nossos sonhos.
Há
momentos que fraquejamos, nos julgamos mais fracos do que somos, buscamos nos
defender atrás das justificativas e das circunstâncias que nos levaram até
ali... Precisamos decidir se isso continuará definindo e justificando quem
somos, ou se, queremos mesmo que as coisas mudem, precisamos nos transformar, e
enfrentar as mesmas dificuldades da lagarta que decide que está na hora de
enfrentar a escuridão do casulo para se transformar no que deseja ser, e
transformar o mundo com suas formas e cores também.

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