23 de jan. de 2014

Desejo a todos bastante RESILIÊNCIA!

Por Daniele Leão Freitas 
O que significa essa palavra ainda tão pouco conhecida?

Simplesmente é o sonho de consumo de todos que vivem uma rotina atribulada e estressante, não importa se mora em cidade grande ou pequena, nessa sociedade moderna de hoje em dia todos precisamos de um pouco mais dela.

Resiliência é uma característica física de um material, uma mola ou elástico de acumular energia quando submetidos a estresse sem ocorrer ruptura, de não sofrer alterações no seu formato inicial após ser esticada além do seu limite, ou seja, traduzindo para a nossa realidade, é a capacidade de voltar ao seu equilíbrio rapidamente após levar uma fechada no trânsito, ou não se alterar com a superlotação dos transportes públicos, não explodir com os filhos ao chegar em casa e a casa estar uma zona após os dois casos anteriores terem acontecido contigo no mesmo dia, ou simplesmente não adoecer facilmente por estar em um momento da vida mais delicado ou estressante. 

Na psicologia, a resiliência é então definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse etc. - sem entrar em surto psicológico.

Ser uma pessoa resiliente significa mais do que ter resistência e equilíbrio, significa ter a capacidade de se adaptar a cada situação e momento que a vida trás de surpresa e impõe suas vontades, que sem pedir licença bagunça todos os planos e te faz se sentir totalmente sem controle de nada. 

E quem disse que você tinha algum controle de qualquer coisa?? Desejar ter o controle das coisas é quase querer acreditar em unicórnios e fadas. Essas coisas não existem, mas ainda assim fantasiamos sobre eles... e acreditamos mais nesse mundo de fantasias do que temos consciência. E é justamente por falta dessa consciência mais ampla que nos permitimos cair nesse conto do vigário.

Para ser uma pessoa resiliente, é preciso abrir mão dessas e de outras ilusões, é preciso aceitar a vida como ela é, olhá-la nos olhos sem medo e encará-la. Tentaremos negociar com ela, e às vezes ganharemos, mas esse nem sempre é o caso. A vida segue o seu rumo, e o que cabe a nós é nos adaptarmos da melhor forma possível para absorver o melhor que ela pode nos dar, e para tal, cada um vai encontrar uma fórmula mágica diferente do outro. Alguns desses ingredientes são bastante conhecidos e presentes em muitas dessas receitas, como o amor, a felicidade, a amizade, a capacidade de perdoar... e que tal introduzir nessa lista um pouco de resiliência? 

Vamos ver no que vai dar? ;-)

Conheça mais sobre a resiliência aqui

22 de jan. de 2014

A relatividade da inteligência


Por Daniele Leão Freitas

            Quando eu era mais nova, não sabia o que queria fazer quando crescesse. Sempre tive facilidade e gosto pelas exatas, mas ia bem em todas as disciplinas do colégio também. Decidi então que continuaria a estudar de tudo, me esforçando ao máximo para todas as matérias, para que quando chegasse a hora de escolher uma profissão, eu teria a base de qualquer coisa do que aquilo precisasse que eu tivesse um bom conhecimento prévio. Eu tinha 8 anos de idade quando tomei essa decisão. Eu não contei para meus pais nem nenhum coleguinha meu me influenciou a tomar essa decisão, simplesmente achei que estaria facilitando a vida para a minha futura versão poder escolher com maior tranquilidade, dentre todas as opções que eu teria, não queria ter de rejeitar uma profissão por "não ser bom nessa ou naquela matéria".
            Um tanto quanto estranho uma criança pensar assim? Com certeza. Mas foi o que aconteceu. E num piscar de olhos me encontrei com 18 anos (ok, não foi em um piscar de olhos na época, pareceu mais que uma eternidade se passou até chegar aos 18 anos, mas enfim) e encontrei-me no bendito dilema do que escolher para fazer na faculdade e de qual profissão eu gostaria de exercer. Sem ter nenhuma ideia do que eu gostaria de fazer com a minha vida, decidi prestar vestibular para Medicina, pois pelo menos eu teria mais tempo para pensar e ninguém me reprovaria por eu não passar por ser muito concorrido e difícil de passar (prestei apenas para a UNB). Nos 6 meses seguintes fiz cursinho pré-vestibular e me deparei com uma conclusão desconcertante: eu gostaria de fazer aquilo para sempre. Não, eu não sou louca e gostava da tensão que todos que estudam para passar no vestibular sentem. Mas por alguma razão eu não sentia tanta tensão quanto prazer de estudar todas as disciplinas ao mesmo tempo, pulava de História Brasileira para Biologia Celular, de Trigonometria para Geografia dos estados, de Literatura para Geometria, e aquilo era uma delícia para mim.
Descobri que no fim das contas, o que aquela menina de 8 anos decidiu por mim me causou um leve problema: eu não tinha ideia do que cursar na faculdade porque não tinha o que eu não gostaria de estudar mais profundamente, eu queria poder escolher um curso que tivesse todos os cursos e matérias! Mas isso não adiantou muito para me ajudar a escolher um curso apenas na hora de fazer a inscrição do vestibular novamente. E ao fazer o vestibular para o ITA apenas para testar (sim, a loucura da pessoa chegou a esse nível), me surpreendi ao me ver me deliciando ao fazer os exercícios das provas de matemática e química. E aquilo me fez pensar que eu não era muito normal e que talvez eu devesse tentar fazer algum curso que envolvesse uma dessas disciplinas, pois eu gostava de fazer aquilo. E não, eu não passei para o ITA, rsrs.
Fazendo um sistema de escolha por exclusão, acabei decidindo que faria algum curso de exatas, e acabei em dúvida entre Estatística e Química. E como achei que com a Estatística eu teria a possibilidade de continuar estudando e pesquisando sobre as diversas disciplinas que estudava no colégio e muito mais, decidi por ela. No primeiro vestibular que prestei para Estatística eu passei, e após o primeiro mês de aulas veio a primeira greve. Após 3 meses de greve, decidi viajar, pois era a semana do meu aniversário em pleno verão, e as aulas voltaram justamente nessa semana. Ao retornar para as aulas, me vi numa situação inusitada e pela primeira vez me senti totalmente perdida em meio às informações e ao que eu precisaria aprender. Aquela matemática não chegava a ser nem perto da diversão que sentia no colégio ao resolver um problema, mas sim um problema grego que não fazia o menor sentido na minha cabeça. Sem conseguir acompanhar o que o professor queria que eu aprendesse sozinha e na marra, pois não há um sistema muito elaborado de ensino no Ensino Superior de Exatas. É simples assim: você terá algumas provas sobre alguma coisa que o professor decidir colocar nela, e muitas vezes o professor mais atrapalha do que ajuda, então você precisa sentar e ler todos os livros possíveis sobre o assunto, pois não tem um livro específico que o professor siga, e ser autodidata o suficiente para entender e aprender sobre aquilo.
            Não me leve por mal. Eu sempre tive facilidade de aprendizado, mas nunca fui vidente para adivinhar sobre o que o professor estava tentando ensinar. Pois era assim que eu me via nos anfiteatros da UnB. Perdidinha como nunca estive na vida. E pela primeira vez na vida bombei em uma matéria. Mas não bastasse isso, essa era uma matéria que era pré-requisito para praticamente todas as outras matérias do curso. E no semestre seguinte, entre outras greves e professores que não deveriam estar ali só por enfeite, reprovei nela de novo. Pela terceira vez fazendo essa matéria, um professor chinês, que não falava praticamente nada de português definiu um livro, as páginas de exercícios e a cada semana corrigia aqueles exercícios colocando os desenvolvimentos no quadro e dava as provas de acordo com o que ele apenas havia cobrado nos exercícios. E eu passei com 10 (ou SS no sistema da UnB).
            Depois de me achar a pessoa mais burra do Universo, senti novamente que poderia ser boa naquilo. Mas a aleatoriedade dos professores escolherem da cachola deles o que dariam na aula e cobrarem outras coisas totalmente diferentes nas provas me fizeram reprovar em mais algumas matérias dali pra frente.
            Muito frustrada e um tanto quanto deprimida já, tendo acompanhamento psicológico e já nem passando perto da universidade, abandonando o curso de tão desestimulada estava com o curso eu descobri a Naturologia. E isso me fez pensar em algumas coisas e pensar no que me fez chegar até ali. Eu não tinha deixado de gostar de matemática. A matemática do colégio ainda me dá prazer até hoje. Mas as greves, a incoerência entre o que era dado em sala e o que era cobrado nas provas, o pouco preparo e a nítida insatisfação com remuneração e outras coisas mais dos professores universitários, me fizeram não só pensar que eu não gostava mais de matemática, mas me fizeram pensar que eu era burra e incapaz. É claro que depois de um certo tempo eu nem me dava ao trabalho de tentar entender o que estava acontecendo, pois não conseguia acompanhar mais nada daquilo mesmo.
            Após toda a frustração e a auto deterioração passar, comecei a refletir sobre o seguinte aspecto: eu sempre fui boa em matemática, e gostava de ser boa em matemática. Mas ser boa em algo não é e não pode ser o único argumento para se escolher uma profissão para seguir carreira. Pessoas que não eram muito boas em muitas coisas no colégio podem sim se tornar Médicos e Advogados, pois se o coração delas estiver nisso, elas serão excelentes no que forem fazer. Fazer algo porque ser bom em algo não te faz ser excelente naquilo, mas muitas vezes te faz ser apenas bom pra mediano em algo. Descobri que para ser excelente não é necessário ser o mais inteligente, o mais preparado, mas sim o mais dedicado, pois é onde o seu coração está e não há limite que impeça o seu coração de batalhar por algo que o faz bater. Pois é o que a sua alma clama por fazer. Por isso não há desculpas nem dificuldades para alcançar aquilo, o que foi o contrário do que aconteceu comigo ao cursar Estatística. Tudo era um obstáculo muito além da minha capacidade, mas não era para muitos outros. Muitos outros se formaram e batalharam por algo que valia a pena para eles.
            Não era a minha luta. Minha luta foi outra, em outras terras, em outros ares, ares esses que nunca imaginei que enfrentaria na minha vida, mas as tempestades se fizeram brisas, pois o meu coração estava na Naturologia.
            E tudo vale a pena quando a alma não é pequena.



20 de jan. de 2014

Vamos ousar ser livres?

Por Daniele Leão Freitas (21/01/2014)
Liberdade,
Liberalismo,
Freedom...
Livre, Leve, Solto
Feito um pássaro na gaiola?
Ou uma ave com o sol no olhar?

  Muito já foi escrito sobre esse tema, e muito ainda será escrito. Por que ainda existe escravidão? Não, não vou falar de leis trabalhistas ou desse tipo de exploração, mas sim do tipo a que as pessoas se submetem, escravizam-se por uma boa aparência, na moda, pela academia, pelos padrões ditados pela sociedade que vive nas novelas, abrem mão de si mesmas para ter amizades falsas e relacionamentos falidos. Abrem mão da liberdade de serem tudo aquilo que podem ser para ser o que os outros querem que ela seja. Isso não é escravidão?
 As correntes que aprisionam a mente de acreditar que podem merecer e conquistar algo melhor. As mordaças que impedem que o se pensa seja de fato expressado. As grades que delimitam até onde podemos ir, ser, fazer, acontecer, como, quando e onde, dão apenas o espaço para que as outras pessoas vejam o que fomos programados para sermos. As cadeias que trancafiam nossos os sonhos e as esperanças de que algo pode mudar criam pessoas cada vez mais resignadas, depressivas e apáticas.
Não são apenas as imposições da sociedade que causam tudo isso. As imposições que colocamos a nós mesmos nos impedem muito mais. Nos impedem de sermos quem deveríamos ser, com a plena autenticidade que cada um contém, exuberantes e belos na nossa própria maneira.
E quem disse que você não pode pintar ou desenhar só porque não sabe desenhar linhas firmes e retas? Quem disse que você não pode pisar na areia quando não está na praia? Quem disse que você não pode ser feliz enquanto trabalha e tem contas para pagar? Quem disse que para ser feliz precisa ter dinheiro e estar na capa da revista? Quem disse que não podemos mudar tudo e manter apenas a imposição que o que não nos faz feliz não entra mais na nossa vida?
 E o que fazer quando não importar mais o que se diz ou se dita? Será que o Big Brother deixará de ser interessante? Será que a história acontecendo do lado de dentro da janela dos seus olhos passará a ser mais interessante e receberá mais atenção? Quem sabe esse quarto seja redecorado, ganhe novas cores, novos móveis, novos moradores, novos roteiros...

Quem sabe como poderia ser se quiséssemos ser tudo o que ousarmos ser?





19 de jan. de 2014

Compra-se amor

Por Daniele Leão Freitas (19/01/2014)



A criação de um indivíduo determina não apenas a personalidade, os valores e a educação desse, mas também como será a percepção e visão de mundo dele.
Dificilmente pessoas medrosas criarão pessoas corajosas, ou pais negativistas criarão filhos otimistas. Da mesma forma, pais que terceirizam a criação de seus filhos não terão muito controle na criação deles, mas provavelmente criarão pessoas que acreditam que a coisa mais importante de se alcançar é o dinheiro e a riqueza que ele trás.
E o amor? E o carinho? E o aconchego e colo que cada criança busca nos pais, como fica a falta que isso pode fazer no futuro? Eles podem ser comprados também?
Dependendo do quanto se tem na carteira, é bem possível que se pense que sim. Seria apenas por interesse que alguém daria isso tudo? Pode ter certeza que sim! E isso não é necessariamente algo ruim, vai depender do que está sendo obtido nessa transação.
É possível que se compre atenção, companhia, serviços e algo que te satisfaça e te iluda achando que o que você tem é de fato amor, ou carinho, ou colo.
Mas se você quiser até mesmo comprar esses itens, a moeda de troca é um pouco diferente. Até mesmo um bichinho de estimação que se compre, dificilmente vai te dar isso tudo se você não der a ele pelo menos um pouco disso em retorno.
Então todos os relacionamentos são basicamente movidos por algum interesse? Sim, praticamente todos. Mas se você quer amor, você tem que dar amor em troca, não existe outra moeda que compre este item tão escasso no mercado nos dias de hoje, nem casa de câmbio que troque amor por presentes.
E hoje em dia é mais fácil as pessoas quererem batalhar para ganhar dinheiro do que ousar amar. E isso é algo que vem de berço.

 


10 motivos para amar a Naturologia

Texto de  Rafael Nova (14/06/2012)

No Brasil, na década de 90, aconteceu uma intensificação na busca pelas terapias naturais. Nesse período muitas técnicas chegaram ao Brasil, e por uma necessidade de mercado logo surgiram os cursos de Nível Superior para atender a demanda. Nasciam aí os primeiros profissionais Naturólogos.
Contudo, a Naturologia tem se consolidado não só como um agrupado de terapias naturais para atendimento em saúde, mas como uma nova proposta de cuidado.
 O diferencial desta profissão é o modo como enxerga e trata os seres: dentro de uma perspectiva holística.


A seguir, veja 10 motivos para começar a amar a Naturologia e conheça um pouco mais sobre essa fascinante e nova área de conhecimento:


1. A Proposta
A Naturologia propõe integralidade. Ela enxerga saúde como algo que vai além do corpo: inclui as emoções, o estado mental, as relações sociais, a energia, etc.
O foco não está nas patologias e sim no bem estar. Ao tirar o olhar da patologia e levar para a pessoa, diversos tipos de queixas podem ser tratadas, em qualquer idade – crianças, jovens, adultos, idosos.
Você pode procurar um Naturólogo diante de qualquer mal estar. Ele te ajudará a compreender as origens desse mal estar e como ele está afetando as outras áreas da sua vida. Tudo está interligado.

2. A Complementariedade
A Naturologia não se apresenta como alternativa a nenhum tratamento médico, ou a outros profissionais. Sua ação é complementar, e por isso mesmo potencializadora.
O Naturólogo consegue perceber as relações entre as informações que as demais áreas da saúde coletam, e orientá-las para um tratamento mais eficiente. É a sinergia.
Em casos crônicos, as técnicas e a visão da Naturologia podem ajudar a melhorar os quadros e a qualidade de vida. Em situações comuns, pode apoiar os tratamentos convencionais oferecendo recursos extras e naturais.

3. A Singularidade
Embora exista uma conexão entre todos, cada indivíduo é único. Ao recebê-lo em seu consultório, o Naturólogo vai avaliar e conhecer você, seu corpo, sua vida.
Essas informações preciosas orientam o tratamento. Ele é feito para você: sua personalidade, sua constituição. Por não focar em doenças, queixas semelhantes podem ter tratamentos bem diferentes.
O termo “personalizado” ou “customizado” parece se adequar à ideia. A sua manifestação é singular, e merece ser considerada como uma parte determinante no modo como sua saúde é tratada.

 4. O Atendimento 
Os atendimentos comumente incluem uma conversa terapêutica e uma aplicação prática. Alguns aplicam o termo “Sessão de Interagência” para designar essas atividades, e “Interagente” para se referir à pessoa atendida.
Você é convidado a participar com suas ideias, impressões e opiniões a todo o momento. É o feedback que orienta a terapêutica, e ajuda a revelar os resultados.
Ampliar a percepção do indivíduo ajuda-o a ver coisas novas no que parece já tão consolidado. Isso facilita a encontrar maneiras de recuperar o bem estar, e a entender melhor você mesmo e o outro.

5. O Profissional
Ser atendido por um Naturólogo é uma experiência única. Comumente são pessoas criativas e acolhedoras, bastante atentas ao que você está falando e também ao que você não fala, mas comunica através dos relatos, ações e posturas.
Ele também é um questionador e um problematizador, de modo a ajudar você a pensar mais sobre sua vida.
Conforme escolhe as práticas mais adequadas, ele o encoraja a experimentar o novo e a ter autonomia. O Naturólogo também realiza uma troca de experiências, que contribui para a interação e o crescimento de ambos.

 6. A Natureza
Todos conhecemos a sensação de sair de uma cidade grande e cinza, e encontrar um campo, uma praia, ou um ambiente repleto de verde. Desde muito a natureza inspira paz e refazimento.
A Naturologia utiliza recursos naturais como plantas medicinais, cores, arte, música, o toque, a energia, entre outros. Elas reproduzem a sensação de estar “em casa”, e nutrindo nossas raízes humanas.
Além disso, ao ajudar você a se perceber melhor, você também passa a conhecer sua própria natureza. Como seu corpo funciona, suas emoções, reações, potenciais, e defesas.


7. O Autoconhecimento
Muitas vezes não nos damos conta, mas repetimos padrões ao longo dos anos, que nem sempre nos fazem bem. Às vezes eles nos sabotam e vão minando nossas relações e nossa saúde.
Embora separemos com a finalidade de estudar, corpo, psique, energia, formam um conjunto. Nossas atitudes refletem em nosso corpo, e até mesmo nossas emoções podem gerar doenças físicas.
Saber quem você é e como você é, pode não só trazer mais poder de escolha, mas também um sentido para suas experiências de vida. A Naturologia apoia e auxilia no autoconhecimento não só pela conversa, mas pela experiência através das terapias naturais.

8. A Qualidade de Vida
Pessoas com doenças físicas podem ter sua qualidade de vida prejudicada. Contudo, pessoas com doenças físicas podem também ter uma qualidade de vida superior àquelas consideradas fisicamente “saudáveis”.
Qualidade de vida não é apenas a condição do seu organismo, mas envolve um mundo de relações, disposições e percepções. Você pode sentir um bem estar independente de estar, ou não, manifestando alguma patologia.
A Naturologia se envolve intimamente com a qualidade de vida do ser humano, seja a nível individual ou coletivo. É um dos objetivos nos atendimentos realizados pelo Naturólogo.

9. A Vitalidade
Os médicos chineses falavam do Qi, os médicos da Índia sobre o prana, os xamãs se referiam ao mana. Muitas culturas identificaram e mencionam um tipo de energia vital que permeava o organismo.
A condição desta energia se refletia no funcionamento dos órgãos. Ela poderia sofrer baixas, bloqueios e altas. Além disso, foram criadas técnicas para sua manipulação.
O atendimento Naturológico procura avaliar também sua vitalidade – seu ânimo e disposição para realizar as coisas. A energia vital do seres e ambientes é um dos importantes fatores da saúde integral.

10. A Saúde
Para a Naturologia, ser saudável é se sentir bem, compreender as mensagens que nos chegam pelo corpo ou pelos acontecimentos da vida. É estar orientado e em desenvolvimento.
A vida é uma continuidade de fatos e fases, e a adaptação é uma maneira de ter saúde. Mas não apenas se adaptar para sobreviver, e sim viver com gosto, com ânimo e realização.
O Naturólogo busca desenvolver esta saúde junto do seu Interagente, ou onde quer que atue. É um modo ampliado de ver e compreender a si mesmo, de saborear a existência.



Saiba mais sobre a Naturologia: 



13 de jan. de 2014

Reflexões (que deveriam ser) de gente grande

Durante a semana passada tive o prazer de assistir dois vídeos de palestras de dois adolescentes no TEDx Teens no site Colletive Evolution (http://www.collective-evolution.com/2014/01/07/this-is-what-happens-when-a-kid-leaves-traditional-education/).
        
Em ambos, os palestrantes relatam que o modelo de ensino diferente que tiveram permitiu que eles pensassem e exercessem suas criatividades por estarem fora de regimes mais fechados que as escolas tradicionais aplicam.
Jacob-Barnett
Jacob Barnett estuda atualmente Física Teorética no  Perimeter Institute em Waterloo, onde vive com seus pais. Leia mais em: http://www.collective-evolution.com/2013/08/31/school-experts-put-genius-boy-in-special-ed-now-hes-free-on-track-for-nobel-prize/#sthash.QOtFOscY.dpuf

Cada um deles vive em uma realidade e convive com circunstâncias diferentes, no entanto ambos chegaram a conclusão de que esse modelo tradicional de ensino inibe os estudantes a pensarem enquanto estão apenas aprendendo a fazer coisas que outras pessoas já fizeram.
E os relatos deles me fizeram refletir sobre os seguintes aspectos:

                - O que queremos até hoje ser quando "crescermos"?
                Um dos meninos ao abordar o assunto diz que saber o que quer ser: FELIZ. Não sabe ao certo o que quer fazer, mas sabe que quer continuar a ser feliz como é hoje.
                Será que temos essa consciência que esse adolescente tem plena certeza?? Que no fundo o que importa mesmo é ser feliz, independente do que estivermos fazendo? “Eu preciso me sustentar, sustentar aqueles que amo, sustentar meu conforto e meus prazeres, sustentar meu estilo de vida”, muitos diriam. Mas você é FELIZ?? Faz algo

                - Temos noção da prisão que o sistema de ensino nos impôs, nos impedindo de pensar por nós mesmo, tendo ideias e criando soluções próprias?
                Quando eu era mais nova num entendia porque muitas vezes os professores explicavam e ensinavam da forma mais complicada como resolver esse ou aquele problema. Eu encontrava o que fazia sentido para mim, e quando ia explicar pros meus colegas eles achavam muito complicado o que eu fazia... mas aquilo servia para mim. E era o que funcionava.
Mas para os outros, se não fosse do jeito que o professor tinha ensinado, não poderia estar certo. Só que eu tirava boas notas e com louvor. Algo estaria errado?? Eu estava errada ou apenas estava usando o que pra mim funcionava como método de aprendizado, formando minhas próprias formas de raciocício?

                - Como o mundo seria se tivéssemos mais liberdade para pensar e exercer nossa criatividade?
                Seria um caos? Talvez. O Sistema de Ensino entraria em pane? Provavelmente. Mas talvez muitas questões e problemas que após algumas gerações algumas pessoas ainda estão batendo a cabeça para encontrar soluções já teriam sido resolvidas? Possivelmente. Será que existiriam menos crianças hiperativas e com outras características sendo medicadas com fármacos que ainda não se sabe quais os efeitos colaterais que causarão a longo prazo, e sim sendo estimuladas a utilizar essas questões para serem trabalhadas e exercitadas de forma mais eficaz e positiva? Bem provavelmente.


Sugestão de leitura
                Dois adolescentes, sendo que um deles (Jacob Barnett) havia sido diagnosticado como autista quando mais novo, trouxeram reflexões que muitos adultos deveriam estar se questionando, mas não estão. No entanto esses adultos esqueceram que foram jovens um dia e de todos os questionamentos que se faziam na época que não sabiam o que queriam ser nem fazer, e deixaram de ser para fazer aquilo que disseram pra eles que os faria feliz.


Um pouco da minha história até encontrar e me apaixonar pela Naturologia

http://www.danattu.com/

Desde nova sempre busquei opções de tratamento ditas alternativas, pois como muitas outras pessoas, estava cansada de não obter respostas e muito menos resultados na medicina alopática. Foi assim que entrei em contato pela primeira vez com um atendimento integral através da Iridologia, Medicina Chinesa e Fitoterapia. Depois conheci as maravilhas da Terapia Floral. Com o passar do tempo e a época de escolher qual faculdade eu faria, a dúvida imperava. Entre as opções que conhecia então os conhecimentos exatos eram os mais favoráveis, e assim acabei cursando Estatística na UNB, em Brasília. No entanto, após três anos na UNB, ao pesquisar na internet sobre novas profissões, conheci a Naturologia e como o clichê do primeiro encontro com o amor à primeira vista, a palpitação, a perda do fôlego e a sensação de aquilo ter sido feito sob medida especialmente para você foi o que aconteceu comigo. 
E como continuar cursando Estatística quando minha vocação estava em outra carreira?
Portanto, larguei não apenas o curso mas minha cidade natal também, pois ao pesquisar onde teria cursos de Naturologia, entre Austrália, Inglaterra, Canadá e  EUA, no Brasil foi o último lugar onde descobri que tinha essa faculdade, mas apenas em Florianópolis, na Universidade do Sul de Santa Catarina, e em São Paulo, na Universidade Anhembi Morumbi. E entre todas as opções, fiz a escolha mais improvável, pois desde o começo da minha adolescência sempre sonhei em morar fora do país. Mas para São Paulo resolvi me mudar e após um mês lá estava eu. E essa decisão mudou minha vida. 
Ao longo do curso me especializei internacionalmente em Florais de Bach, pela Healing Hearbs, em Watsu e em Iridologia, em curso ministrado pelo Gurudev, além das próprias capacitações que adquiri ao longo da graduação em Naturologia. Estagiei no Hospital Pérola Byington e Hospital das Clínicas no programa da adolescente desenvolvido pela Dra. Albertina Duarte, ginecologista.
Após concluir o curso retornei para Brasília para atender com a Naturologia, grata por ter tido a possibilidade de seguir minha vocação e o sonho que nunca imaginei que sonharia:
Ser Naturóloga!