2 de jul. de 2014

Ressurgindo das cinzas

Por Daniele Leão Freitas


Na pobreza de espírito, 
Na riqueza de ilusões,
Na vivência superficial,
Nas possibilidades de erros,
Nas veracidades dos tombos,
Na violência das derrotas,
Nas aparências que enganam,
Nas tentativas frustradas,
Nas falhas de caráter,
Nas tristezas mundanas,
Nos sofrimentos da alma,
Nas feridas que não cicatrizam,
Nas noitadas que não preenchem,
Na promiscuidade que vacila,
Na honestidade perdida,
Na permanência da resignação,
Na carne que deteriora,
Na humanidade que se mata,
No horizonte embaçado,
Não há vista da esperança
Naqueles que não acreditam em si
Mas é lindo de ver nascer
Das cinzas uma nova fênix
E a cada raiar do dia
Uma nova chance de viver
Uma chama em brasa clama
Por mudança para sair da lama
E em algum momento tomar coragem
Para alçar voo, mesmo que caia,
Mesmo que tenha que começar

Tudo desde o princípio

Fênix é um pássaro lendário da mitologia grega, que morria, mas depois de algum tempo renascia das próprias cinzas. O pássaro fênix, antes de morrer, entrava em combustão, para depois renascer. Pela sua morte diferente, a fênix tornou-se um símbolo de força, da imortalidade e do renascimento.