13 de jan. de 2014

Reflexões (que deveriam ser) de gente grande

Durante a semana passada tive o prazer de assistir dois vídeos de palestras de dois adolescentes no TEDx Teens no site Colletive Evolution (http://www.collective-evolution.com/2014/01/07/this-is-what-happens-when-a-kid-leaves-traditional-education/).
        
Em ambos, os palestrantes relatam que o modelo de ensino diferente que tiveram permitiu que eles pensassem e exercessem suas criatividades por estarem fora de regimes mais fechados que as escolas tradicionais aplicam.
Jacob-Barnett
Jacob Barnett estuda atualmente Física Teorética no  Perimeter Institute em Waterloo, onde vive com seus pais. Leia mais em: http://www.collective-evolution.com/2013/08/31/school-experts-put-genius-boy-in-special-ed-now-hes-free-on-track-for-nobel-prize/#sthash.QOtFOscY.dpuf

Cada um deles vive em uma realidade e convive com circunstâncias diferentes, no entanto ambos chegaram a conclusão de que esse modelo tradicional de ensino inibe os estudantes a pensarem enquanto estão apenas aprendendo a fazer coisas que outras pessoas já fizeram.
E os relatos deles me fizeram refletir sobre os seguintes aspectos:

                - O que queremos até hoje ser quando "crescermos"?
                Um dos meninos ao abordar o assunto diz que saber o que quer ser: FELIZ. Não sabe ao certo o que quer fazer, mas sabe que quer continuar a ser feliz como é hoje.
                Será que temos essa consciência que esse adolescente tem plena certeza?? Que no fundo o que importa mesmo é ser feliz, independente do que estivermos fazendo? “Eu preciso me sustentar, sustentar aqueles que amo, sustentar meu conforto e meus prazeres, sustentar meu estilo de vida”, muitos diriam. Mas você é FELIZ?? Faz algo

                - Temos noção da prisão que o sistema de ensino nos impôs, nos impedindo de pensar por nós mesmo, tendo ideias e criando soluções próprias?
                Quando eu era mais nova num entendia porque muitas vezes os professores explicavam e ensinavam da forma mais complicada como resolver esse ou aquele problema. Eu encontrava o que fazia sentido para mim, e quando ia explicar pros meus colegas eles achavam muito complicado o que eu fazia... mas aquilo servia para mim. E era o que funcionava.
Mas para os outros, se não fosse do jeito que o professor tinha ensinado, não poderia estar certo. Só que eu tirava boas notas e com louvor. Algo estaria errado?? Eu estava errada ou apenas estava usando o que pra mim funcionava como método de aprendizado, formando minhas próprias formas de raciocício?

                - Como o mundo seria se tivéssemos mais liberdade para pensar e exercer nossa criatividade?
                Seria um caos? Talvez. O Sistema de Ensino entraria em pane? Provavelmente. Mas talvez muitas questões e problemas que após algumas gerações algumas pessoas ainda estão batendo a cabeça para encontrar soluções já teriam sido resolvidas? Possivelmente. Será que existiriam menos crianças hiperativas e com outras características sendo medicadas com fármacos que ainda não se sabe quais os efeitos colaterais que causarão a longo prazo, e sim sendo estimuladas a utilizar essas questões para serem trabalhadas e exercitadas de forma mais eficaz e positiva? Bem provavelmente.


Sugestão de leitura
                Dois adolescentes, sendo que um deles (Jacob Barnett) havia sido diagnosticado como autista quando mais novo, trouxeram reflexões que muitos adultos deveriam estar se questionando, mas não estão. No entanto esses adultos esqueceram que foram jovens um dia e de todos os questionamentos que se faziam na época que não sabiam o que queriam ser nem fazer, e deixaram de ser para fazer aquilo que disseram pra eles que os faria feliz.


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