19 de jan. de 2014

Compra-se amor

Por Daniele Leão Freitas (19/01/2014)



A criação de um indivíduo determina não apenas a personalidade, os valores e a educação desse, mas também como será a percepção e visão de mundo dele.
Dificilmente pessoas medrosas criarão pessoas corajosas, ou pais negativistas criarão filhos otimistas. Da mesma forma, pais que terceirizam a criação de seus filhos não terão muito controle na criação deles, mas provavelmente criarão pessoas que acreditam que a coisa mais importante de se alcançar é o dinheiro e a riqueza que ele trás.
E o amor? E o carinho? E o aconchego e colo que cada criança busca nos pais, como fica a falta que isso pode fazer no futuro? Eles podem ser comprados também?
Dependendo do quanto se tem na carteira, é bem possível que se pense que sim. Seria apenas por interesse que alguém daria isso tudo? Pode ter certeza que sim! E isso não é necessariamente algo ruim, vai depender do que está sendo obtido nessa transação.
É possível que se compre atenção, companhia, serviços e algo que te satisfaça e te iluda achando que o que você tem é de fato amor, ou carinho, ou colo.
Mas se você quiser até mesmo comprar esses itens, a moeda de troca é um pouco diferente. Até mesmo um bichinho de estimação que se compre, dificilmente vai te dar isso tudo se você não der a ele pelo menos um pouco disso em retorno.
Então todos os relacionamentos são basicamente movidos por algum interesse? Sim, praticamente todos. Mas se você quer amor, você tem que dar amor em troca, não existe outra moeda que compre este item tão escasso no mercado nos dias de hoje, nem casa de câmbio que troque amor por presentes.
E hoje em dia é mais fácil as pessoas quererem batalhar para ganhar dinheiro do que ousar amar. E isso é algo que vem de berço.

 


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