6 de mai. de 2014

Com as mudanças de prioridades, o mercado de trabalho também está mudando

Por Daniele Leão Freitas

                O que você quer ser quando crescer? Essa é uma pergunta que todos escutam desde crianças, só que de algumas décadas para cá ela tem sido menos eficiente e importante. A maioria das pessoas, a mais de duas décadas atrás, responderia qual a carreira que gostaria de seguir. Quando crianças diriam que queriam ser bailarinas ou bombeiros, na adolescência a resposta seria jogadores de futebol e poetisas, e na hora de entrar na faculdade seriam advogados e veterinárias. Hoje em dia não importa qual carreira as pessoas querem seguir mais, e não importa mais qual a idade delas para as suas respostas, pois para a maioria das pessoas a resposta é a mesma atualmente: todas querem ser felizes.
                E para serem felizes eles podem procurar sucesso, dinheiro, amor, estabilidade ou possibilidades inúmeras de empreendedorismo. Não é necessário escolher uma profissão apenas para seguir carreira, é possível ser bailarina, poetisa e veterinária na mesma vida, se for o que trouxer felicidade. A capacidade de se “divertir” enquanto trabalha tornou-se tão fundamental e é tão valorizado hoje em dia que as melhores empresas para se trabalhar atualmente cultivam e incentivam isso para obterem o melhor de seus colaboradores, não mais empregados.
                Além de tudo isso, como Darwin já havia afirmado, apenas aqueles que se adaptam sobrevivem, e isso não é nem um pouco diferente do que aconteceu no mercado de trabalho. Com a revolução industrial, o êxodo rural, e a cada introdução de novas tecnologias as pessoas precisam desenvolver novas qualidades para permanecerem úteis, quando a robótica e a internet mudam os parâmetros. Mover-se de acordo com a corrente é muito mais eficiente do que contra ela. Partindo do princípio que as pessoas que fazem o que gostam não apenas tendem a ser bem sucedidas, mas também não medem esforços para conquistarem o que almejam. Elas aproveitam melhor as oportunidades, e o que para muitos pareceria obstáculos, torna-se vantagem e aumentam as possibilidades para eles.
Exibindo .facebook_-1402640448.jpg                Tempo não mais é só é dinheiro, mas é tempo perdido se não for para fazer algo que valha a pena gastá-lo, como fazendo algo que se gosta. E se não é algo que valha a pena, as pessoas preferem largar para serem felizes do que insistir e verem suas vidas passando em branco. E isso mudou muito nas últimas décadas. O que nos leva a uma pergunta inevitável: e como o mercado está absorvendo essas mudanças. Essa é a mágica, o mercado é feito de pessoas, que também estão sentido que muito tem mudado em muito pouco tempo. E quem não acompanha está ficando para trás.
A criatividade nunca foi tão valorizada. Pensar fora da caixinha tornou-se obrigatório para ser visionário. E ao pensar como é que o sistema educacional de base até a universidade tem acompanhado isso tudo, não é de se surpreender que não tenha conseguido muito se permanecer com antigos métodos. E isso precisa mudar para que as próximas gerações continuem se sobrepondo e se superando na “cadeia alimentar” que o mercado de trabalho vem demonstrando veementemente.
Mas como fazer as pessoas terem mais ideias do que pensarem todas iguais, como ensinar as pessoas pensarem por si sós e não saber responder exatamente aquilo que foi dado em aula? Com certeza mentes fascinadas pelo ensino ainda nos surpreenderão com resposta simples, mas estonteantes, que nos farão pensar em como as pessoas viviam sem ser daquele jeito antes, assim como não conseguimos mais imaginar a vida sem GPS,  energia elétrica, geladeira, rodas ou celular.             


Assista também ao vídeo All work and all play :



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